Categoria: Mapa natal

O uso das órbitas na interpretação dos aspectos

É muito comum quando se lê um mapa ou quando se estuda astrologia ficar se perguntando sobre a órbita dos aspectos, ou seja, aquela tolerância que é preciso dar na leitura dos ângulos formados pelos planetas dentro do mapa de nascimento ou numa técnica de previsão. 

No mapa de nascimento esses ângulos são formados por figuras estáticas, se comunicando através dos ângulos: conjunções, sextis, quadraturas, trígonos, oposições. Normalmente, os aspectos que têm uma graduação ou tamanho específicos, como o trígono (120º), funcionam ainda que não estejam precisamente no ângulo de sua origem. Um trígono pode funcionar, então, com 120 graus e alguma coisa ou com 110 e algo a mais, por exemplo. Há uma tolerância para frente e para trás, portanto, entre os aspectos. Como identificar graficamente isso no mapa e qual a implicação disso na leitura do mapa natal: o aspecto fica mais forte, mais fraco?

Em princípio vale dizer que a precisão do aspecto é medida pela proximidade com o grau em que ele forma no mapa natal. De qualquer forma, a potência do aspecto deve ser relativizada, já que ela pode ser dissipada em função das dignidades planetárias dos planetas envolvidos nessa relação angular. Então, se por exemplo, a Lua – domiciliada no signo de Câncer e exaltada em Touro – faz um trígono exato de 120º com Saturno, ele terá uma força muito grande. Geralmente o impacto disso na vida do indivíduo diz respeito ao recebimento ou gerenciamento de recursos, com uma possibilidade maior de acúmulo do que de gasto. Dessa forma, a capacidade gerencial da pessoa melhora, assim como sua reputação e capital social. Isso é um efeito comum nesse tipo de aspecto!

Porém se o trígono for formado com uma órbita de 6º, por exemplo. Ou seja, em vez de 120º exatos, a distância angular entre eles for de 114º ou 126º (o que resulta numa diferença para o aspecto exato de 6º – por isso dizemos órbita de 6º). Então teremos um alargamento da distância entre o grau exato e o grau em que estão os planetas. Isso em tese enfraqueceria os aspectos. Por outro lado, como ambos estão fortes (domicílio e exaltação), é difícil que essa configuração revele um aspecto fraco, muito pelo contrário! 

Caso esses mesmos planetas estejam em signos em que não fiquem tão poderosos, a situação muda de figura. Se o trígono ou um dos aspectos não forem exatos, ele terá sua potência relativamente diminuída. Como seria o caso da Lua em Aquário, onde ela não tem dignidade, e Saturno em Sagitário. A Lua faz um sextil de Aquário pra Sagitário, um aspecto de 60º, e o efeito disso é sempre muito favorável, mas se a órbita estiver um pouquinho maior que zero, já perde um pouco de sua potência. 

É importante lembrar que cada mapa é um caso! Graficamente é possível verificar cada uma dessas situações no mapa natal em análise – como feito no vídeo no Youtube. 

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O descendente no mapa natal

Quando enfrentamos situações de vida de qualquer natureza – pessoal, profissional ou financeira existem quatro pontos ou ângulos que se apresentam para nós. O meio do céu e o fundo do céu revelam as circunstâncias externas e internas com as quais nos deparamos durante essas situações, como você viu nos posts anteriores.

Diante de qualquer cenário que apareça em nossas vidas existe um ponto crucial que completa esse jogo: os outros, aqueles que surgem exatamente no meio de uma situação e nos dão força ou atrapalham. Esses outros são descritos no mapa natal pelo descendente, a ponta da Casa 7. Essa casa mostra que tipo de outro, ou seja, que tipo de pessoa surge na vida de cada um de nós. Confira alguns exemplos!

Vênus na Casa 7 (domiciliado) é o melhor planeta para se ter nesta casa. Por isso, os outros são pessoas que amenizam as circunstâncias, proporcionando conforto.

Já Saturno na Casa 7 traz um outro que impõe limites, exigências e chama atenção para erros e riscos. São pessoas que nos forçam a cautela diante das situações para a tomada de providências de uma forma mais conservadora, nos travando de alguma forma.

Exemplificando com um signo, Áries na Casa 7 revela um outro que entra na nossa vida para estimular, dar força, acelerar, forçando a superação de medos e limites.

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